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OPERAÇÃO
NAVALHA
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Jornal
A TARDE de 26/05/07

Jornal
A TARDE de 26/05/07

Jornal
A TARDE de 26/05/07

Bezerra
esclarece citação de seu nome
em relatório
A
Assembléia Legislativa deve ter
um dos dias mais agitados dos
últimos meses hoje, com a presença
do Paulo Bezerra (ex-superintendente
da Polícia Federal na Bahia) na
Comissão de Direitos Humanos e
Segurança, que é presidida pelo
deputado Fernando Torres (PRTB),
da base governista. Bezerra tomou
a iniciativa de procurar a comissão
para esclarecer aos deputados
por que seu nome foi citado no
relatório da Contra-Inteligência
da Polícia Federal que serviu
de base à Operação Navalha.
Ele
é citado, entre outros delegados,
como suspeito de praticar os delitos
de “corrupção passiva, violação
de sigilo funcional e prevaricação”
por ter supostamente fornecido
informações privilegiadas a emissários
de empreiteiras acusadas de praticar
fraudes em licitações.
Bezerra
tem negado todas as acusações
e as atribuído a brigas internas
da Polícia Federal pelo poder.
O
líder da minoria, deputado Gildásio
Penedo (DEM), que tem defendido
o afastamento temporário de Bezerra
do cargo, disse que a situação
do secretário vai depender muito
de sua capacidade de convencimento
na comissão.
“Claro
que vamos cobrar todas as explicações
necessárias, mas longe de fazermos
prejulgamentos sobre o caso, que
está sendo tratado pelo Superior
Tribunal de Justiça”.
Penedo
acha que ele deveria deixar a
secretaria até para se preservar
e à própria pasta. “A área da
segurança é uma das mais importantes,
e, se o seu secretário estiver
preocupado com esse tipo de coisa,
o trabalho pode ser prejudicado”,
sustentou.
Para
o líder do governo, deputado Waldenor
Pereira (PT), o fato de Bezerra
ter se oferecido sem ser convocado
pela Assembléia revelaria que
ele está seguro e “não há contra
si nenhum envolvimento nos problemas
que estão sendo investigados na
Operação Navalha”.
Pereira
contou que Bezerra lhe pareceu
muito tranqüilo e convincente
no encontro que já teve com deputados
da base governista semana passada.
Sobre a proposta de afastamento
defendida pela oposição, voltou
a lembrar a posição incoerente
dos membros da bancada da minoria.
“Quando a secretária Kátia Alves,
do governo César Borges (DEM),
se viu envolvida no escândalo
dos grampos, os deputados não
tiveram a mesma Gildásio Penedo
diz que não fará prejulgamento
Waldenor Pereira considera explicação
convincente posição de agora”.
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04
de junho de 2007
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Ministério
Público de olho
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A
suposta incompatibilidade de Paulo
Maracajá no Tribunal de Contas
dos Municípios vem sendo apurada
pelo Ministério Público Estadual.
Em dezembro passado, a promotora
Rita Tourinho aproveitou a investigação
sobre a formação do Bahia S/A
para solicitar que o "eterno
presidente" se manifeste
a respeito de sua situação quando
do acerto da parceria com o Banco
Opportunity.
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A
resposta veio no dia 13 de janeiro
de 2007, em ofício com o timbre
do TCM. "Nossa participação
limita-se exclusivamente, como
integrante do Conselho do Bahia,
na condição de membro nato, por
ter exercido a presidência do
clube, à homologação da proposta
formulada pela diretoria, sem
que a deliberação adotada se tenha
constituido em função do
nosso voto", escreveu.
-
mas
a averiguação continua, garante
Rita, que tem colhido novos indícios
e provas para tentar caracterizar
a ilegalidade de maracajá. "A
guerra só está começando".
-
afirma
o advogado César Oliveira, procurador
do oposicionista Edmilson Gouveia
- o Pinto - no processo que denuncia
o contrato do Bahia S/A.
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Segundo
ele, o chefe do MP bahiano, procurador-geral
Lidvaldo Britoo, teria prometido
não deixar o caso por isso mesmo.
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STJ
- Oliveira Conta ainda que levará
duas representações contra o dirigente,
depois de amanhã, ao Superior
Tribunal de Justiça.
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Trata-se
da Corte competente para julgar
conselheiros dos Tribunais de
Contas espalhados pelo país, cargo
equiparado ao de desemnbargador.
-
"Estaremos
viajando para Brasília nesta madrugada
de terça, ao lado de Pinto, Jorge
da Bamor e o promotor Júlio Travessa,
que foi aluo da doutora Eliana
Calmon", explicou, referindo-se
à Ministra que está à frente das
operações da Policia Federal,
Navalha e Octopus. nesta, um dos
acusados é justamente o ex-presidente
do Esquadrão Marcelo Guimarães,
dono de Empresas de Segurança
-
citadas
na máfia das licitações. O advogado
acrescenta que já tem audiência
marcada no STJ., onde vai reiterar
que maracajá "fez parte do
contrato criminoso com o Opportunity,
alé de possuir um flagrante desvio
de função".
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Resta
a torcida azul, vermelha e branca
acompanhar o desfecho de todas
essas batalhas judiciais.
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03/06/2007
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STJ
vai enviar ao MPF os autos da
Operação Navalha
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Depois
de oito dias de depoimentos -
que somam mais de cem horas -
dos presos pela Polícia Federal
na Operação Navalha no Superior
Tribunal de Justiça (STJ), os
documentos do inquérito, juntamente
com os depoimentos dos supostos
envolvidos, serão enviados nos
próximos dias ao Ministério Público
Federal (MPF) para a produção
e análise das provas em conjunto
com a PF.
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Os
depoimentos das pessoas investigadas
na Operação Navalha, deflagrada
pela PF, foram acompanhados todos
os dias por representantes do
MPF e da Polícia. Durante os depoimentos,
foram utilizadas as provas digitais
colhidas (gravações e vídeos),
as mesmas que motivaram o pedido
de prisão preventiva decretado
pela ministra do STJ Eliana Calmon.
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Depois
dos depoimentos, requeridos pelo
Ministério Público, o STJ devolve
os autos do inquérito ao órgão
ministerial para que aconteça
a apresentação de denúncia. Somente
após o oferecimento da denúncia
é que os autos retornarão ao STJ
para que a ministra elabore o
seu voto e relatório para submeter
a questão à Corte Especial, iniciando
a fase judicial.
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03/06/2007
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Conselheiro
do TCE intermediou liberações
para Zuleido
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O
ex-secretário da Casa Civil de
Sergipe e atual conselheiro do
Tribunal de Contas do Estado,
Flávio Conceição de Oliveira Neto,
intermediou pessoalmente a liberação
de recursos para o pagamento de
obras da Construtora Gautama,
alvo principal do suposto esquema
de licitações fraudulentas de
obras públicas investigado da
Operação Navalha. Interceptações
telefônicas e filmagens feitas
pela Polícia Federal revelam um
intenso relacionamento entre ele
e Zuleido Soares Veras, o dono
da Gautama.
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Nos
diálogos, gravados entre maio
e julho do ano passado, os dois
falam abertamente sobre valores.
?O que pode ficar atrasado um
pouquinho, não tem problema, é
o 127. Porque o 127 já consagrou.
Agora, o resto não, porque aí
maltrata completamente a mim.
Eu desviei e fiquei a ver navios?,
lamenta Conceição, em conversa
mantida com Zuleido no dia 19
de junho do ano passado.
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A
PF incluiu o conselheiro do TCE
no segundo nível da organização.
Com João Alves Neto, filho do
ex-governador de Sergipe João
Alves Filho (DEM), Conceição ?possibilitou
a liberação de pagamentos de obra
para a Gautama?, conclui o relatório
dos federais entregue à ministra
Eliana Calmon, responsável pelo
inquérito no Superior Tribunal
de Justiça (STJ). Em nota, o ex-governador
de Sergipe negou ter mantido ou
autorizado ?qualquer tipo de relação
diferenciada com a Gautama?. As
informações são do jornal O Estado
de S. Paulo.
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03/06/2007
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Presos
de AL ligam Renan e Teotônio
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O
senador Renan Calheiros (PMDB)
e o governador Teotônio Vilela
Filho (PSDB) firmaram uma parceria
política que parecia inabalável.
Atingida em cheio pela Operação
Navalha, a dobradinha alagoana
que começou na eleição ao Senado
em 1994 perdeu, pela primeira
vez, a força que os unia. Nos
últimos dias, viram assessores
e indicados sendo presos, suas
vidas reviradas do avesso e a
revelação de patrimônios escandalosos
para o Estado com um dos maiores
índices de pobreza do País.
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A
dobradinha criou um feudo na Secretaria
de Infra-Estrutura do Estado.
Desde Olavo Calheiros, irmão de
Renan e atual deputado federal,
até Adeílson Bezerra, indicado
pelo clã Calheiros, todos os ocupantes
da pasta tinham de ser homens
de sua confiança. Cinco dos oito
alagoanos presos na Operação Navalha
eram ou foram secretários e funcionários
da secretaria ou de órgãos ligados
a ela. Segundo a Polícia Federal,
os acusados se especializaram
em ajudar a Construtora Gautama
a desviar recursos públicos em
Alagoas.
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Adeílson
foi flagrado pela PF em conversas
que revelavam acertos milionários
de obras para a empresa de Zuleido
Soares Veras. Ele teria recebido
R$ 145 mil da Gautama para liberar
R$ 3,16 milhões, há dois meses.
O dinheiro seria utilizado na
Pratagy, um sistema de abastecimento
de água para a capital cujas obras
se arrastam há décadas.
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Pelas
escutas da PF, Zuleido chegou
a pressionar Teotônio e Renan
pela liberação de recursos retidos
pela Secretaria de Infra-Estrutura.
O contrato para a construção da
barragem Duas Bocas/Santa Luzia,
no Rio Pratagy, era de R$ 77 milhões
e, por meio de medições fraudulentas,
a Gautama reclamava R$ 15 milhões.
No local, há uma obra de terraplanagem
incompleta, máquinas abandonadas,
sem vigilância, tubulações largadas
e nenhum benefício para a população
até hoje. Ou seja, a empreiteira
cobrava por uma obra paralisada.
As informações são do jornal O
Estado de S. Paulo.
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