Vigilantes
em busca de apoio
Os vigilantes
de todos os estados brasileiros
que desembarcaram em Brasília
para participar das ações
programadas para o Dia Nacional
de Luta dos Vigilantes pela Vida,
Emprego e Cidadania estão
enfrentando uma verdadeira via
crusis pelos corredores da Câmara
dos Deputados. Eles estão
espalhados pelo Congresso Nacional
conquistando a adesão de
deputados as questões relacionadas
a categoria e, mais especificamente,
a aprovação do Estatuto
dos Vigilantes e os PLs que versam
sobre o adicional de risco de
vida.
Os deputados abordados até
agora têm se mostrado sensíveis
a pauta dos vigilantes e muitos
já garantiram apoio na
votação dos projetos.
O presidente da CNTV e o diretor
de Assuntos Parlamentares, José
Boaventura Santos e Chico Vigilante,
respectivamente, estiveram com
o líder do PT na Casa,
deputado Mauricio Rands que garantiu
que será “um fiel
defensor do PL do Estatuto dos
Vigilantes”. “Vamos
brigar para colocá-lo na
pauta e votá-lo o mais
rápido possível.
Eu sou favorável a idéia
e vou defendê-la”,
prometeu Rands.
O diretor de Assuntos de Transporte
de Valores, José Carlos
Neves, também ouviu a garantia
de apoio do petista Sigmaringa
Seixas. “Ele nos garantiu
que tratará a questão
com os lideres do PFL, PDT e PPS.
Também conseguimos o apoio
do deputado e ex-diretor da Polícia
Civil de Brasília, Laerte
Bessa (PMDB)”, disse.
Fonte:
CNTV

Estatuto
dos vigilantes tem
apoio do PMDB para ir a plenário
Entrevista com o vice-líder
do PMDB na Cãmara dos Deputados
e ex-ministro das comunicações
Eunício de Oliveira CNTV
– Qual a sua opinião
sobre os malotes de tinta e de
fogo? Eunício de Oliveira
– Esses malotes de tinta
são ilegais. O Brasil não
permite a destruição
de moeda, um simbolo da nação.
Temo mecanismos para fazer o transporte
de valores de forma segura, sem
precisar de subterfugios tecnológicos
que causam desemprego. Eu conheço
bem o setor e conheço essa
Casa, aqui, eu tenho certeza que
essa proposta não passa.
CNTV – Qual a sua posição
em relação ao Estatuto
dos Vigilantes? Eunício
de Oliveira – Sou favorável.
A proposta tem o apoio do PMDB
e vamos trabalhar não para
colocá-la em pauta, como,
também, para aprová-la.
CNTV – E sobre os projetos
que versam sobre o adicional de
risco de vida? Eunício
de Oliveira – O projeto
mais importante para a categoria
é o estatuto e é
nele que vamos nos concentrar.
Até porque, essa legislação
vai regulamentar todo o setor,
inclusive essa questão
do risco de vida.
Fonte: CNTV

Diretores
da CNTV se reúnem
com vice-presidente do TCU
A direção
da Confederação
Nacional dos Vigilantes (CNTV)
esteve reunida está manhã
com o vice-presidente do Tribunal
de Contas da União, ministro
Ubiratan Aguiar. O objetivo do
encontro foi levar ao conhecimento
do tribunal as ilegalidades que
têm sido cometidas pelas
empresas prestadoras de serviços
terceirizados. José Boaventura,
presidente da entidade, destacou
que tem sido prática recorrente
dos empresários fecharem
as empresas após períodos
curtos, evitando a abertura de
falência, como prevê
a lei, e deixando de pagar os
direitos trabalhistas dos empregados.
“Todos, em pelo menos um
estado brasileiro, tem uma empresa
fechando as portas de maneira
fraudulenta. É uma burla
a lei. Os empresários praticam
preços inexiquives para
ganhar a licitação
e após quatro ou seis meses
de contrato, essas empresas simplesmente
desaparecem. O ônus dessa
ilegalidade é pago pelo
trabalhador que, mesmo recorrendo
à Justiça, não
consegue receber os seus direitos
previstos na Consolidação
das Leis do Trabalho”, informou
Boaventura.
Os diretores da CNTV apresentaram
uma proposta que tem o objetivo
de proteger o trabalhador em casos
de falências ilegais, como
as citadas por Boaventura. A idéia
é de que o TCU edite uma
recomendação na
qual os órgãos contratantes
sejam obrigados a reter um percentual
da mensalidade prevista em contrato.
Esses valores formariam uma espécie
de seguro para que, ao final do
contrato, fiquem assegurados os
pagamentos de todos os direitos
trabalhistas.
“Essa é uma situação
grave. A sublocação
de mão-de-obra é
uma afronta aos direitos dos trabalhadores.
Digo sublocação
porque terceireização
é um nome moderno para
prática tão perniciosa.
O que estamos sugerindo é
um seguro para garantir que os
trabalhadores não sejam
vítimas desse golpe aplicado
pelos empresários no erário
e nos trabalhadores”, disse
Chico Vigilante, diretor de Assuntos
Parlamentares da CNTV.
Protocolo – O ofício
encaminhado pelos vigilantes ao
ministro já está
protocolado no órgão
e o ministro Ubiratan Aguiar declarou-se
um entusiasta da idéia.
“Eu vejo a proposição
com muita simpatia. Vamos avaliar
a melhor forma de conduzir esse
processo. Ele também manifestou
espanto ao saber de uma recomendação
editada pelo TCU que sugere a
substituição das
vigilantes lotadas na Esplanada
dos Ministérios (as guardetes)
por recepcionistas com salário
bem menores que o piso da categoria
de vigilantes. “Eu nunca
ouvi falar dessa recomendação,
mas também vou analisar
o caso e ver o que podemos fazer”,
disse Aguiar.
Fonte:
CNTV

Crise financeira
torna acordos salariais
mais difíceis no trimestre
A crise financeira
mundial já está
sendo usada como argumento pelas
empresas nas negociações
salariais deste último
trimestre, entre elas as que envolvem
papeleiros, químicos e
comerciários. Categorias
com data-base em setembro, mesmo
com negociações
concluídas agora em outubro,
ainda obtiveram ganhos reais expressivos,
entre 1,5% a 3,95%. A Petrobras
ofereceu aumento real de 2,6%
a 3,5%, e os bancários
receberam entre 1% e 2,85% de
ganho acima da inflação
após 15 dias de greve.
Uma exceção foi
o acordo dos trabalhadores da
Telefônica, que apenas repôs
a inflação.
A Klabin e a Votorantim Celulose
e Papel (VCP) estão oferecendo
o reajuste com base nos índices
de inflação, de
7,04%, enquanto os trabalhadores,
que começaram a campanha
pedindo 5% de aumento real, agora
já admitem fechar acordo
com reajuste total de 7,5% - menos
de 0,5% de ganho real. Mesmo assim,
as duas empresas argumentam que
sofreram prejuízos decorrentes
da crise financeira, segundo o
presidente do Sindicato Nacional
dos Papeleiros (Sinap), Mário
Ventura. Ele não descarta
a possibilidade de uma paralisação
para forçar novas negociações.
Referenciais
O sindicato baseia sua reivindicação
no crescimento do setor no primeiro
semestre deste ano em relação
a 2007, no saldo da balança
comercial e na alta de 19,5% do
preço da celulose. O impasse,
segundo o dirigente, foi inesperado.
"Não dá para
admitir que grandes empresas,
que até três meses
atrás anunciavam grandes
investimentos, com relevante crescimento,
queiram apenas negociar com base
na inflação",
diz. As demais empresas, segundo
o sindicato, ainda se mostram
dispostas a conversar sobre o
aumento de 7,5%, o que significaria
0,46% de aumento real, e um abono
de R$ 850.
Com data-base em 1º de novembro,
as negociações no
setor químico começaram
semana passada. A contraproposta
das empresas é esperada
até 31 e outubro. A categoria
reivindica reposição
da inflação (INPC
de 6,72%) mais 7,5% de aumento
real. O ganho pedido é
maior que em 2007, quando o grupo
conseguiu 1,5% de reajuste acima
da inflação. Segundo
o diretor do Sindicato dos Químicos
de São Paulo, Edson Passoni,
a dificuldade tem sido incluir
um ganho de produtividade no reajuste.
As negociações
já começaram também
para o setor aéreo. A categoria
tem como primeira reivindicação
um reajuste de 13%, considerando
inflação de 7,25%
mais o crescimento da economia.
Para o piso salarial, o aumento
pedido é de 30%. No ano
passado, o reajuste obtido foi
de 5% acima da inflação
do período. "O setor
tem crescido acima do PIB nos
últimos anos, mas sabemos
que há dificuldades. A
grande preocupação
é a crise financeira",
diz Celso Klafke , presidente
da Federação Nacional
dos Trabalhadores em Aviação
Civil (Fentac/CUT). O começo
das negociações
com as empresas está marcado
para o dia 4 de novembro.
Comerciários
Uma categoria com data-base em
setembro, e que ainda não
concluiu a negociação
salarial é a do comércio.
A campanha está pendente
para 58% da categoria na cidade
de São Paulo. Como a crise
afetou os prazos de pagamento
e elevou o custo do crediário,
o sindicato diz que as empresas
têm argumentado que não
é possível negociar
reajustes mais altos. "As
negociações estão
sendo dificílimas apesar
de ter sido um ano bom para o
comércio. As empresas têm
apresentado perspectivas ruins,
possibilidade de dispensas e diminuição
da contratação de
temporários no fim do ano",
diz Ricardo Patah, presidente
do Sindicatos dos Comerciários
de São Paulo.
A categoria pede 10% de reajuste
para manter o ritmo de quatro
anos com ganhos reais. Com o sindicato
patronal dos lojistas (grupo que
reúne 42% dos trabalhadores
do setor), foi obtido no último
dia 16 um reajuste de 9%. O acordo
também elevou de 50% para
60% o adicional de hora-extra
e deu estabilidade de 30 dias
após o retorno de férias.
Para os demais trabalhadores está
sendo oferecido reajuste de 8,5%,
mas o sindicato quer os mesmos
9%. Em 2007, o reajuste total
foi de 6,3%.
Petroleiros
Entre os grupos que já
fecharam acordo e conseguiram
aumentos além da inflação
até setembro (de 7,15%
pelo INPC), está o dos
petroleiros, que conseguiram aumento
real de 2,6% a 3,5% para quem
está na ativa e reajuste
de 6,17% para os aposentados.
A proposta feita pela Petrobras
no começo da semana passada
embute reposição
da inflação de 7,15%
pelo INPC, mais aumento real de
2,5% a 3,5% para quem está
na ativa e de 6,17% para os aposentados.
Ela está sendo apresentada
em assembléia aos funcionários.
Hoje ocorrem assembléias
em São Paulo, Pernambuco
e Paraíba. Nos demais Estados
ela tem sido aprovada segundo
orientação da direção
da Federação Única
dos Petroleiros (FUP). "A
nossa avaliação
é de que a negociação
chegou a um bom termo", diz
João Antônio Moraes,
coordenador da FUP.
A reivindicação
inicial da categoria era de reposição
da inflação mais
5% de aumento real. A Petrobras
ofereceu 1,5% de ganho além
da inflação. A crise
financeira estourou quando a empresa
apresentava sua terceira contraproposta,
e, segundo o dirigente sindical,
as perdas com a queda do preço
do petróleo e a crise internacional
no mercado de crédito foram
argumentos levantados pela estatal
para negociar reajustes menores.
"A crise não afeta
os ganhos que a empresa teve no
último ano, que é
o resultado usado para reivindicar
aumento", diz Moraes.
Na avaliação da
entidade, ter um resultado melhor
este ano foi importante diante
do cenário indefinido para
o ano que vem. "Não
sabemos onde essa crise vai parar,
mas essa campanha, de certa forma,
nos protege contra efeitos negativos",
diz Moraes.
Bancários
Os bancários fecharam
na semana passada - após
greve de 15 dias - acordo com
reajuste de 10%. A reivindicação
inicial era de aumento real de
5%, e os bancos ofereciam 1,85%
de alta real. Para os bancários
que ganham acima de R$ 2,5 mil,
o reajuste será de 8,15%.
Os trabalhadores têxteis
de Blumenau também buscaram
seu reajuste por meio de greve,
que durou 11 dias e contou com
a participação de
5 mil dos 30 mil trabalhadores
da base. A última greve
tinha sido registrada em 1989.
O acordo, fechado em 17 de outubro,
fixou aumento salarial de 8,15%,
sendo de 11,55% para o piso, que
passou para R$ 616. "A atual
crise financeira foi um dos motivos
para reter o reajuste em menos
de 1% de aumento real", informou
Vivian Bertoldi, presidente do
sindicato da categoria, o Sintrafite.
Os empregados iniciaram as negociações
reivindicando 15% de reajuste.
Metalúrgicos
Os metalúrgicos da base
da Força Sindical no Estado
de São Paulo começaram
a campanha salarial pedindo 20%
de reajuste. No começo
deste mês eles conseguiram
fechar acordos de 11,1% de aumento
salarial com algumas empresas
do grupo de máquinas e
eletroeletrônicos, e houve
paralisações em
casos onde o acordo não
avançou.
Na sexta-feira (24), foram fechados
acordos de reajustes de 10,34%
a 10,99% com os demais setores,
ficando pendente apenas a negociação
com o grupo 10, da Federação
das Indústrias do Estado
de São Paulo (Fiesp). "Os
empresários estão
tentando usar a crise para enterrar
a campanha, mas nós negociamos
sobre ganhos obtidos pelas empresas",
diz Miguel Torres, presidente
do Sindicato dos Metalúrgicos
de São Paulo e Mogi das
Cruzes. No ano passado, eles conseguiram
2,2% de aumento real.
A data-base dos mineiros da Vale
é dia 1º de novembro.
Paulo Soares, presidente do sindicato
Metabase dos mineiros extrativistas
da região de Itabira, que
abarca 32 cidades, informou que
a categoria vai receber um reajuste
de 7% conforme negociação
feita em 2007. "Foi um acordo
feito com a Vale de fechar um
percentual de reajuste para valer
dois anos seguidos".
Soares, que pertence a central
sindical Conlutas, ligada ao PSTU,
dissidência do PT, prevê
que este ano, ao contrário
do ano passado quando tiveram
um ganho real de 1,3% , vão
ter perdas. O ICV do Dieese, índice
usado pela Vale, deve bater em
7,3% a 7,4% em doze meses até
outubro. "O acordo vai trazer
prejuízo para a gente",
diz.
Fonte: Valor Econômico/DIAP