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Greve dos vigilantes
tira a segurança da cidade

 

Hélio Rocha

Salvador vive dias de caos e incerteza por causa da greve dos vigilantes, que entra hoje em seu quarto dia. Ontem, mais uma vez, as manifestações da categoria pararam boa parte do tráfego nas principais ruas do Centro, Av. Bonocô e região do Iguatemi. Temendo a ação de marginais, a grande maioria dos bancos, postos de saúde, supermercados e correios não chegou sequer a abrir as portas. A população atônita permanecia impotente diante da situação, esperando por uma solução definitiva para o impasse, impossibilitada de pagar suas contas, fazer saques, depósitos ou qualquer outro movimento bancário.

Enquanto isso, os juros sobre as contas vencidas vão se acumulando, para desespero de quem está com o dinheiro contado para honrar com seus compromissos. De acordo com a Federação Brasileira de Bancos (Febraban), o órgão não pode interferir nas livres negociações entre patrões e empregados, e que cabe aos bancos resolver a situação, já que a greve é um direito assegurado pela Constituição. Acontece que as partes não conseguiram chegaram a um acordo e o caso vai ser mediado pelo Ministério Público do Trabalho (MPT), através da procuradora Ana Emília Albuquerque.

A intermediação do MPT foi requisitada pelos próprios vigilantes. A primeira rodada de negociações estava marcada para hoje, às 9h30, mas os vigilantes adiaram o encontro por causa de uma reunião previamente agendada para as 8h30 na Superintendência Regional de Trabalho e Emprego (SRTE). A mediação do MPT é uma luz no fim do túnel para uma greve que já esgotou as possibilidades de acordo entre patrões e empregados, e uma garantia de solução mais rápida para o impasse.

Funcionários da Caixa Econômica Federal denunciaram a Superintendência Regional da instituição financeira por forçar os bancários a se apresentarem às agências mesmo com a suspensão do funcionamento do banco. Eles também reclamaram da falta de atitude do Sindicato dos Bancários frente ao impasse, e denunciaram que um cliente chegou a ser assaltado dentro do caixa de auto-atendimento em uma agência no Itaigara.

Falando em nome da Polícia Militar, o coronel André Santos disse que não é da competência da PM vigiar o interior das agências privadas, mas que foi expedida uma ordem para intensificar as rondas no entorno dos principais centros financeiros da capital. Já a Polícia Federal comunicou que a Lei determina que cabe às empresas de segurança terceirizadas enviar um contingente emergencial para as agências afetadas, para garantir os percentuais mínimos de serviços garantidos pela Constituição.

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