Paralisação dos vigilantes pode
terminar nesta segunda
A TARDE On Line
A greve dos seguranças e vigilantes do estado da Bahia completou sete dias nesta segunda-feira, 30. Deflagrada na terça-feira, 24,uma semana após uma rodada de negociações que definiria o pedido de reajuste salarial, a greve pode acabar na tarde desta segunda, caso a categoria aceite a proposta do Sindicato das Empresas de Segurança Privada(Sindesp-BA).
Na última rodada de negociações da sexta-feira, 27, a proposta apresentada pelos empresários foi negada pelos vigilantes, que mantiveram a decisão da greve, até ao menos, a tarde desta segunda, quando está marcada uma nova reunião mediada pela Delegacia Regional do Trabalho (DRT). Seguranças e vigilantes fizeram mais uma manifestação durante a manhã e concentram-se em frente à DRT à espera do resultado das negociações, marcadas para às 14h.
Impasse - O sindicato dos vigilantes alega que a proposta de reajuste salarial proporcional ao Índice Nacional de Preço ao Consumidor(INPC), registrado pelo IBGE em 6,36%, é incompatível com o crescimento das empresas de segurança no período de junho de 2007 ao mesmo mês de 2008; de acordo com Paulo Brito, diretor do sindicato, em torno dos 12%. Contudo, Odair Jesus Conceição, presidente do Sindicato das Empresas de Segurança Privada da Bahia, Sindesp-BA, alega que, no ano passado, o aumento do custo de operação do setor cresceu 22%, puxando o crescimento para baixo. Os seguranças pedem um aumento relativo ao índice de preços e crescimento do setor e reajuste seguindo o INPC, que somados dariam 18,36% e corresponderiam a um acréscimo de R$100,98 no salário base.
Bancos - Com a adesão dos vigilantes, a greve alterou o funcionamento das agências bancárias, que tiveram posturas distintas perante o movimento. No caso das instituições públicas, a Polícia Federal recomenda o fechamento das agências que não tiverem condições de segurança. Em algumas instituições privadas, segundo o Sindicato dos Bancários da Bahia, os serviços funcionam normalmente, mesmo sem a presença de seguranças. Em algumas agências, porém, o funcionamento ficou restrito apenas aos caixas de auto-atendimento, mantendo os funcionários dentro das unidades bancárias fechadas, sem atendimento ao público.
Protestos - Desde a deflagração da greve, os vigilantes têm percorrido diariamente as ruas de Salvador. No primeiro dia de manifestação, saíram do Comércio até o Iguatemi para protestar em frente ao Sindesp e nos outros dias da semana, em pequenas manifestações, passaram pela Avenida Garibaldi, Tancredo Neves, ACM e outros pontos da cidade.