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Vigilantes aceitam proposta do
patronato e suspendem greve

A TARDE On Line

Em greve desde a última terça-feira, 24, para cobrar melhorias trabalhistas, os vigiligantes e seguranças de todo o estado decidiram suspender a paralisação nesta segunda-feira, 30, após uma rodada de negociações com o sindicato patronal na sede da Delegacia Regional do Trabalho (DRT). Amanhã, a partir das 7 horas, os trabalhadores voltam ao trabalho.

Os trabalhadores aceitaram a proposta ofercida pelos patrões, que inclui piso salarial de R$ 600, aumento do ticket para R$6, o que representa um reajuste de 9% sobre o benefício, e pagamento pelos dias parados em função da greve. Na reunião, também ficou acordado que os vigilantes e seguranças não serão demitidos por conta da interrupção dos serviços.

As outras reivindicações da categoria que motivaram a deflagração da greve - adicional de risco de 30%, cesta básica e plano de saúde para todos os funcionários - serão negociadas nos próximos meses, segundo um dos diretores do sindicato da categoria, José Boaventura Santos.

Paralisação - Durante os dias em que estiveram parados, os trabalhadores do setor promoveram diversas manifestações na capital baiana, o que provocou vários congestionamentos na cidade. As mobilizações motivaram até um conflito com a polícia na semana passada.

Além disso, o serviço ficou interrompido em vários bancos de Salvador, já que não havia seguranças para trabalhar nas agências. As instituições mais prejudicadas foram o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal, que suspenderam o atendimento em todas as agências. As agências do Bradesco da região do Iguatemi também foram afetadas.

Cerca de 80% dos trinta mil funcionários em todo o Estado aderiram à paralisação da classe. O movimento teve adesão, além da capital, em cidades do interior da Bahia, com Feira de Sanata, Barreiras, Juazeiro, Itabuna, Ilhéus, Teixeira de Freitas e Vitória da Conquista, dentre outras.

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© 2008 Charles Santana.